Afé
de TattEm três apresentações abertas ao público, a multiartista propõe um contato íntimo com a fé: uma força profundamente feminina, não necessariamente religiosa, capaz de transformar o real.
Garantir ingresso gratuitoA 6ª Mostra Contemporâneas Vivara reúne 16 artistas em uma exposição, além de intervenções urbanas e uma programação paralela com visitas guiadas especiais, diálogos com escritoras e performances.
Afeto é mais do que vínculo. É uma força transformadora capaz de alterar a maneira como percebemos o mundo, agimos e nos relacionamos.
Usada à exaustão como sinônimo da relação entre duas pessoas, mediada por um sentimento, a palavra afeto está sendo esvaziada de um outro sentido. Afeto é também aquilo que atinge algo ou alguém promovendo transformação: uma sensação, atitude, emoção ou simplesmente uma reação fisiológica nem sempre percebida pela consciência.
Propondo o resgate e a ampliação do termo, a 6ª edição da Mostra Contemporâneas Vivara reúne obras produzidas exclusivamente por mulheres. São trabalhos de acervo, inéditos e site-specific. Trata-se de um convite a observar as camadas invisíveis da existência e a responder, cada um à sua maneira, a pergunta que intitula a exposição: afinal, Que afeto é esse?
Uma das mais relevantes artistas do mundo, aborda as fronteiras do corpo e o potencial da mente. “Bed for human use (III)” é uma escultura interativa de madeira e cristais de quartzo que convida o público a uma experiência física e mental direta.
Principal nome do modernismo brasileiro, está presente na mostra em um retrato inédito clicado em Paris às vésperas da Semana de 22 e revelado ao público pela primeira vez agora, como parte de “Que afeto é esse?”.
Uma das mais importantes escultoras do modernismo brasileiro, foi parceira artística e romântica do surrealista Marcel Duchamp. Fazem parte da exposição duas litografias de figuras femininas, imagens híbridas de mitologias indígenas e afro-brasileiras.
Referência da arte conceitual brasileira e mestra das ilusões de ótica, a artista cobre a fachada lateral da casa com suas famosas moscas em diferentes dimensões. A obra é parte da série “Moscaglia”.
Reconhecida internacionalmente, participa da exposição com uma de suas esculturas têxteis que ressignificam materiais carregados de memória, em diálogo com a herança afro-brasileira, o Barroco e questões de gênero e raça.
Artista multidisciplinar com trabalho que transita entre a arte e a metafísica, pesquisou o tema da mostra ao lado da direção artística. “Maria”, sua escultura móvel humanoide, circula pela exposição como presença: nem máquina, nem gente.
Pioneiras da arte e tecnologia no Brasil, trazem à exposição “Afetar”, um espelho flexível no piso que reflete a luz como água, transformando o público em agente da obra. Quem caminha sobre ele altera a imagem no espaço.
Toma a condição feminina e a história do próprio corpo como matéria-prima. As peças exibidas em “Que afeto é esse?” questionam os limites entre prazer e dor, beleza e violência.
Nome central da arte argentina (1956–2017), a artista investigou a forma como a violência se inscreve nos corpos. Participa da exposição com uma impressão fotossensível que faz parte de uma série sobre deslocamentos, migrações e exílios.
Fazendo uso de técnicas pictóricas do realismo, a artista subverte as imagens clássicas por aquelas que povoam o imaginário queer. Para a exposição, pintou seu autorretrato antropofágico inspirado no retrato de Tarsila do Amaral que integra “Que afeto é esse?”.
Artista e arquiteta, cria esculturas, instalações e “piercings arquitetônicos” que transformam os espaços em ambientes de cura e conexão. Na exposição, uma esfera de arcos metálicos convida a sentar, aterrar e sintonizar o campo coletivo.
A artista investiga a construção de subjetividade nos espaços virtuais. Na exposição, exibe uma instalação feita a partir de uma mecha de seu próprio cabelo que balança freneticamente movida a motor.
Interessada em novas maneiras de pintar superfícies e objetos, a artista participa da exposição com duas obras feitas de suas emblemáticas gotas de tinta colorida: um lustre e uma tela. Os trabalhos transformam o olhar sobre peças do cotidiano.
Desenvolve projetos com artesãos, apresentando o artesanato por uma nova perspectiva, que respeita suas identidades, celebra suas histórias e riqueza cultural. A obra exposta em “Que afeto é esse?” foi produzida com a artesã Txahamehé Pataxó.
Entre escultura, instalação e vídeo, a artista investiga memória e ecologia decolonial. Faz parte da exposição a obra “V_Entre”: feita de sacos d’água em fileira no teto, faz menção ao ventre como primeiro espaço afetivo que habitamos.
A artista produz seus trabalhos a partir de fotografias amadoras descartadas que ela garimpa há mais de 20 anos. Participa de “Que afeto é esse?” com “O impossível”, imagem que faz referência à obra homônima de Maria Martins.
São experiências de visitação especiais. O público poderá vivenciar a exposição com a condução de professores da Casa do Saber, que compartilharão seus repertórios para provocar reflexões no contexto da exposição. Vagas limitadas.
Giselle Beiguelman · Christian Dunker · Ed René Kivitz · Luís Fernando Tófoli · Catharina Doria · Joice Bert · Hanna Limulja · Ingrid Gerolimich · Geni Nuñez
São sessões especiais de diálogos entre grandes escritoras. Nas sessões, o público poderá refletir sobre diferentes perspectivas e expandir o contexto artístico da mostra a partir da ótica literária de cada autora.
Aline Bei · Amara Moira · Andrea Del Fuego · Bianca Santana · Cidinha da Silva · Gabriela Aguerre · Isabela Noronha · Liana Ferraz · Mariana Salomão Carrara · Mel Duarte · Natalia Timerman · Natália Zuccala · Paulliny Tort · Sofia Nestrovski · Veronica Stigger
Em três apresentações abertas ao público, a multiartista propõe um contato íntimo com a fé: uma força profundamente feminina, não necessariamente religiosa, capaz de transformar o real.
Garantir ingresso gratuitoA escritora e pesquisadora combina ciência e arte: a timidez como chave para se olhar para dentro e pensar o lugar que a nossa espécie ocupa no mundo.
Garantir ingresso gratuitoA exposição ocupa uma casa inteira nos Jardins — não é um museu, é uma casa. Cada sala é um encontro: instalações que respondem à sua presença, esculturas que pedem o corpo, sombras que enganam o olho, uma presença móvel que recebe quem chega. O percurso foi desenhado como um campo de forças — momentos de expansão, contração e pausa.
Visitas com hora marcada, capacidade reduzida: sem multidão.
Casa Conteúdo
Rua Groenlândia, 1089 · Jardim Europa
a poucos minutos do MIS e do MuBE
valet no local · metrô mais próximo: Oscar Freire (Linha 4–Amarela)
Investigue que afeto é esse.
Terça a sexta: 11h às 19h · Sáb, dom e feriados: 10h às 19h
Casa Conteúdo, Rua Groenlândia, 1089, Jd. América, São Paulo.